quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Quanto custa alugar uma casa na praia no Ano Novo de 2015


Quem pretende alugar uma casa ou apartamento na praia no Ano Novo terá de pagar diárias de 366,90 reais, em média, caso opte por um dos dez destinos mais procurados no período, de acordo com levantamento do portal de classificados Zap Temporada.

O valor se refere ao preço médio do aluguel de imóveis com dois quartos. A pesquisa foi realizada em dez cidades, localizadas no litoral dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. São elas: Guarujá (SP), Ubatuba (SP), Praia Grande (SP), Itanhaém (SP), São Sebastião (SP), Bertioga (SP); Rio de Janeiro (RJ), Cabo Frio (RJ), Arraial do Cabo (RJ) e Florianópolis (SC).

A diária mais cara é encontrada em Bertioga, onde a diária média para o período é de 550 reais. O preço mais alto se deve às ofertas anunciadas na região de Riviera de São Lourenço, bairro planejado que fica dentro de Bertioga e concentra imóveis de alto padrão.

Já a diária mais barata é registrada na Praia Grande, também no litoral paulista. Na região, o preço médio do aluguel é de 220 reais. A região concentra ofertas de baixo a médio custo, o que acaba fazendo com que o preço médio na cidade seja menor em comparação ao cobrado em outros destinos.

No destino mais pesquisado, a cidade do Rio de Janeiro, a diária do aluguel custa, em média, 349 reais. No Guarujá, o segundo destino mais buscado no Zap, a média de preço para locação é de 382,50 reais por dia. Em Ubatuba, terceiro destino mais procurado no site, o valor médio da diária é de 300 reais.

Apesar de o Rio de Janeiro ser o destino mais pesquisado, a quantidade de ofertas na cidade é maior e mais variada do que a registrada em outros destinos. Como consequência, o preço médio acaba sendo mais baixo na cidade. Se fossem levados em conta apenas imóveis para alugar nos bairros mais nobres da cidade, provavelmente o preço médio da diária seria o mais caro da lista, de acordo com o Zap.


Confira o valor do aluguel de casas e apartamentos para o Ano Novo nos destinos mais procurados no Zap Temporada:

DestinoDiárias (valor médio)
Praia GrandeR$ 220,00
Cabo FrioR$ 280,00
Arraial do CaboR$ 280,00
UbatubaR$ 300,00
ItanhaémR$ 300,00
Rio de JaneiroR$ 349,00
GuarujáR$ 382,50
São SebastiãoR$ 500,00
FlorianópolisR$ 507,50
BertiogaR$ 550,00

Fonte: Marília Almeida, Exame

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Descontos de imóveis usados crescem em SP e aumentam as vendas


Os descontos médios obtidos na compra de imóveis usados na cidade de São Paulo chegaram a até 12,69% em agosto. Esse foi o desconto verificado pela pesquisa mensal do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP) na região que agrupa bairros como Brás, Bom Retiro, Jaguaré, Vila Guilherme, Vila Matilde.

A pesquisa do Creci-SP avalia a variação nos preços de imóveis usados com base nos valores praticados nas vendas de casas e apartamentos por 317 imobiliárias. As informações são apuradas por grupos de regiões, que vão de A a E, e são divididos de acordo com o poder aquisitivo dos moradores de cada bairro.

Além do desconto de 12,69%, verificado na Zona D, outras três zonas registraram descontos maiores em agosto, na comparação com o mês de julho. Na Zona A, que inclui bairros nobres, como Alto de Pinheiros, Brooklin e Jardim Paulista, os descontos foram de 11,33%, ante 8,8% em julho.

Na Zona C, que engloba bairros como Barra Funda, Butantã, Lapa, Vila Leopoldina e Santa Cecília, o desconto foi de 10,25% em agosto, ante 9% em julho.

Na Zona E, que agrupa bairros como Brasilândia, Campo Limpo, Capão Redondo e São Miguel Paulista, o desconto médio dos imóveis usados foi de 8,57% no mês passado, um ligeiro aumento em relação ao mês anterior, quando os descontos ficaram em 8,5%, em média.

Com os descontos verificados em agosto, os preços médios do metro quadrado dos imóveis usados vendidos em agosto caíram, em média, 3,67% na comparação com julho.

Crescimento de vendas

De acordo com o Creci-SP, os descontos foram responsáveis por elevar as compras de imóveis usados na cidade. Em agosto, o volume de vendas foi 77,9% superior ao mês anterior. De janeiro a agosto, o saldo acumulado de vendas está positivo em 31,9%.

“Essa conjunção de fatores positivos fez com que negociações que estavam em 'banho-maria' fossem concluídas depois de três meses seguidos de retração nas vendas”, afirmou José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP, em nota enviada à imprensa.

Ele acrescentou que as negociações de imóveis usados costumam ser mais complexas e demoradas, o que leva os resultados de vendas a alternarem entre meses de alta e de baixa.
A maioria das compras (59,09%) foi realizada por meio de financiamento imobiliário. A segunda forma de pagamento mais recorrente foi a compra à vista (34,55% do total), seguida pelo crédito de consórcio (3,64%) e pelo pagamento em parcelas diretamente aos proprietários (2,73%).

O financiamento continua sendo a principal modalidade de compra, mesmo com as restrições nos financiamentos da Caixa. Desde maio, nas operações que usam recursos da poupança, o limite de financiamento de imóveis usados pela Caixa passou de 80% para 50% do valor do imóvel no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e de 70% para 40% para financiamentos pelo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI).

O SFH engloba financiamentos de até 750 mil reais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal, e de até 650 mil reais nos outros estados. Os demais financiamentos são feitos dentro do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).

Do total de imóveis vendidos, 58,18% foram apartamentos e 41,82% foram casas.

Aluguéis em baixa

Ao contrário do movimento verificado no mercado de vendas, o número de locações caiu 21,15% em agosto, na comparação com o mês de julho. Os valores dos aluguéis recuaram 1,97% no mês passado, em relação ao mês anterior.

Os descontos também se comportaram de maneira diferente. Enquanto os descontos nas vendas foram superiores em agosto, na comparação com julho, no caso dos aluguéis os descontos diminuíram em quatro das cinco zonas de valor pesquisadas.

Na Zona E, os descontos caíram de 14,44% em agosto para 9,2% em julho; na Zona C, passaram de 11,3% para 7,48%; na Zona A, passaram de 11,56% em julho para 9,88% em agosto; e na Zona D, os descontos caíram de 17% para 15,22% em agosto.

Os imóveis com maior volume de locação foram aqueles com valor de aluguel de até 1.200 reais, que representaram 54,19% dos novos contratos.

Em termos de região, as locações se distribuíram da seguinte forma: a Zona D concentrou 31,99% das locações; a Zona C foi responsável por 24,22% do volume total; a Zona E ficou com 20,66% dos aluguéis; a Zona B concentrou 14,28% dos novos contratos; e a Zona A ficou com 8,84% dos aluguéis.

A pesquisa também apurou quais foram as formas de garantia mais usadas nas locações: 39,13% dos novos inquilinos apresentaram um fiador como garantia do aluguel; 35,09% optaram por realizar o depósito de três meses do valor do aluguel; 15,84% utilizaram o seguro-fiança; 6,21% fizeram cheques-caução de imóveis e 2,8% optaram pela cessão fiduciária. Apenas 0,93% dos contatos foram feitos sem garantia.

Fonte: Priscila Yazbek, Exame


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Governo sobe para R$ 225 mil preço do imóvel do Minha Casa, Minha Vida


Limite das faixas 2 e 3 vale para as regiões metropolitanas do DF, RJ e SP.
Para regiões metropolitanas do CO, N e NE, teto sobe para R$ 180 mil.


O Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) aprovou nesta terça-feira (27) novos limites de preços para os imóveis da terceira etapa do Minha Casa Minha Vida, cujas contratações, segundo Elton Santa Fé Zacarias, secretário-executivo do Ministério das Cidades, podem ter início ainda no fim deste ano.

A última vez que os preços máximos dos imóveis do Minha Casa Minha Vida, programa habitacional do governo, haviam sido corrigidos foi no ano de 2012. O preço máximo dos imóveis do programa, que vale para as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, passou de R$ 190 mil para R$ 225 mil, informou.

Nas regiões metropolitanas, ou seja, nas maiores cidades, das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, o valor máximo passou a ser de R$ 180 mil, e nas regiões metropolitanas do Sul, de Minas Gerais e do Espírito Santo, passou para R$ 200 mil.

Para os municípios abaixo de 20 mil habitantes, o teto passa a ser de R$ 90 mil. O secretário-executivo do Ministério das Cidades não soube informar o preço máximo anterior para estes imóveis.

3 milhões de unidades

Segundo Zacarias, do Ministério das Cidades, a meta de três milhões de unidades contratadas até 2018, anunciadas pela presidente Dilma Rousseff durante a campanha presidencial do ano passado, "depende muito mais de questões orçamentárias do que legais". Ele explicou que não haverá uma Medida Provisória fixando esta meta.

"Não tem mais meta física. Não vai haver mais Medida Provisória. A meta dela [presidente da República] continua sendo os três milhões de contratações. Se ela [Dilma Rousseff] quiser mandar uma MP escrevendo isso, tudo bem", declarou o secretário-executivo do Ministério das Cidades, explicando que o governo deverá trabalhar com decretos presidenciais e portarias interministeriais para regulamentar o programa.

Novas regras

Em setembro, o governo mudou as regras para financiar imóveis pelo programa Minha Casa, Minha Vida, em anúncio feito pelo Ministério das Cidades. As principais mudanças são a criação de uma faixa intermediária de renda, entre R$ 1.800 e R$ 2.350, e o aumento dos juros cobrados para famílias que recebem a partir de R$ 2.350 por mês.

As novas regras só serão válidas para novos contratos e devem fazer parte da terceira etapa do programa, ainda sem data para ser lançado. O Minha Casa, Minha Vida permite a beneficiários de várias faixas de renda financiar a casa própria a juros mais baixos que as taxas cobradas no mercado.

De acordo com nota divulgada pelo Ministério das Cidades, o valor limite de renda para se beneficiar da faixa que oferece casas totalmente subsidiadas pelo governo passará de R$ 1,6 mil para R$ 1,8 mil. As prestações continuarão a ser pagas em 10 anos. Esses beneficiários não pagam juros.

Para famílias que recebem até R$ 800, a parcela será de R$ 80; quem recebe entre R$ 800 e 1,2 mil, pagará 10% da renda; para renda entre R$ 1,2 mil a R$ 1,6 mil, o percentual será de 15%; e para renda entre R$ 1,6 mil a R$ 1,8, será de 20%.

A faixa intermediária criada pelo governo, chamada de faixa 1,5, terá subsídio de até R$ 45 mil do governo. O beneficiário que se encaixar nessa categoria terá que pagar taxa de juros de 5% ano.

Os juros a partir da chamada faixa 2 serão aumentados. Famílias com renda de até R$ 2.700 terão juros de 6% ao ano. As com renda de até R$ 3.600, 7%. Atualmente, quem ganha até R$ 2.455, paga 5% ao ano. Já quem tem renda entre R$ 2.455,01 e R$ 3.275 paga 6% ao ano.

Na Faixa 3, também haverá aumento de juros. Quem recebe até R$ 6.500, pagará juros anuais de 8%. Hoje, são cobrados até 7,16% de juros ao ano para quem ganha até R$ 5 mil.

Fonte: Alexandro Martello

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

As alternativas para financiar seu imóvel agora


A crise econômica e a restrição de crédito tiraram os compradores de imóveis da zona de conforto. Se antes era possível financiar imóveis novos e usados com entradas pequenas e juros mais palatáveis, hoje os bancos têm exigido sinais maiores e aplicado taxas mais salgadas.

As novas condições são fruto da menor captação de recursos pela poupança. Entre janeiro e junho deste ano, a quantidade de saques da poupança superou a de depósitos em 38,541 bilhões de reais, o pior resultado já registrado para um primeiro semestre desde 1995, início da série histórica do Banco Central (BC).

Como consequência, nos primeiros sete meses do ano, o volume de empréstimos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), principal fonte de recursos do país para a aquisição e a construção de imóveis, foi de 50,7 bilhões, uma redução de 20% em relação ao mesmo período de 2014, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

De acordo com a Abecip ainda, nos últimos 12 meses encerrados em julho, foram financiados 459,3 mil imóveis, um recuo de 15,6% em relação aos 12 meses anteriores.

Os depósitos em poupança têm diminuído por dois motivos principais: o primeiro é o aperto no orçamento dos brasileiros, como consequência da alta da inflação, do aumento do desemprego e do maior endividamento das famílias, fatores que limitam a capacidade de investimento da população.

A segunda razão é a alta da taxa de juros básica da economia, Selic, que está aos 14,25% ao ano. Como a Selic serve de parâmetro para o rendimento das aplicações de renda fixa, que são mais conservadoras, suas altas têm contribuído para elevar a rentabilidade de investimentos que competem com a poupança na atração de recursos, enquanto a caderneta está rendendo 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR), remuneração válida quando a Selic passa dos 8,5% ao ano.

Bancos apertam a torneira

Com a redução na captação da poupança, a Caixa Econômica Federal, responsável por 67,89% dos financiamentos imobiliários do mercado (dados da Caixa, referentes a junho), vem tomando desde o começo do ano sucessivas medidas para restringir o acesso ao crédito.

Em abril, o banco anunciou a redução nos limites de financiamento de imóveis usados pelo Sistema de Amortização Constante (SAC), no qual o valor amortizado é constante, mas as prestações são decrescentes, pois os juros pagos nas parcelas iniciais são maiores e diminuem ao longo do tempo.

Assim, nas operações que usam recursos da poupança, que são aquelas que fazem parte do SBPE, o limite de financiamento pela Caixa passou de 80% para 50% do valor do imóvel no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e de 70% para 40% para financiamentos pelo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). 

O SFH engloba financiamentos de até 750 mil reais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal, e de até 650 mil reais nos outros estados. Os demais financiamentos são feitos dentro do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). 

As siglas costumam confundir, mas para ficar claro, enquanto o SBPE é o sistema que fornece os recursos para o crédito imobiliário, o SFH e o SFI são sistemas que regulam os financiamentos.

A também Caixa já havia reduzido de 90% para 80% o limite do financiamento para imóveis em geral e anunciado duas rodadas de elevações nas taxas de juros. Neste mês, o banco também anunciou que não concederá mais crédito imobiliário a clientes que já possuam algum financiamento na Caixa que utilize recursos do SBPE.

Assim como a Caixa, o Banco do Brasil e os bancos privados também anunciaram elevações das taxas e o Itaú, inclusive, também reduziu a cota máxima de financiamento de 80% para 70% do valor do imóvel.

Assim, o cenário apresentado ao consumidor se mostra mais complexo. Os empréstimos ficaram mais caros e restritos. Mas, não é o fim da linha. Ainda existem opções para quem quer realizar o sonho da casa própria.

Para retratar esse novo quadro, o Canal do Crédito, site que compara custos de empréstimos, realizou um levantamento, a pedido de EXAME.com, que mostra exatamente as condições que o comprador encontra hoje no mercado para financiar um imóvel.

Foram simulados os custos para financiar tanto imóveis novos ou usados, com entradas de 10%, 20%, 30% e 50% e em três faixas de valor: 100 mil, 500 mil e 800 mil reais. O levantamento levou em consideração que o comprador teria 40 anos de idade e o financiamento seria realizado pelo sistema SAC em um prazo de 30 anos.

O infográfico a seguir apresenta um resumo da simulação, apenas com os bancos que oferecem as melhores condições em cada caso, a partir de dois critérios: o custo final do financiamento; e o Custo Efetivo Total (CET), taxa que engloba não só os juros como todos os encargos que fazem parte da operação.

Os resultados mostram que para imóveis de até 400 mil reais, a opção de financiamento mais vantajosa indiscutivelmente é a linha de crédito Pró-cotista, que utiliza recursos do Programa Especial de Crédito Habitacional ao Cotista do FGTS e permite financiar até 90% do valor do imóvel no Banco do Brasil e até 85% na Caixa, seja ele novo ou usado, mas desde que o valor da unidade seja limitado aos 400 mil reais.

Suas taxas são as mais vantajosas do mercado hoje, mas a linha têm restrições: é voltada apenas a trabalhadores com contas vinculadas ao FGTS, que tenham completado pelo menos três anos de contribuição (consecutivos ou não).

O tomador também deve ter contrato de trabalho ativo ou saldo na conta do FGTS de, no mínimo, 10% do valor do imóvel; não pode ser proprietário, futuro comprador ou cessionário de imóvel residencial, pronto ou em construção, localizado na região metropolitana onde reside ou trabalha; e não pode ter outro financiamento ativo no âmbito do SFH.

No fim de maio, o governo liberou 4 bilhões de reais para a linha Pró-cotista e anunciou a redução do valor do imóvel que pode ser financiado pela linha de 750 mil reais para 400 mil reais. Com a medida, o governo tenta minimizar a retração do crédito e atender um número maior de famílias.

Além do programa Minha Casa Minha Vida (que financia imóveis de até 190 mil reais, para famílias com renda de até 5 mil reais), a linha Pró-Cotista é a única alternativa para quem pretende comprar imóveis usados na Caixa, mas não tem capacidade de arcar com as entradas de pelo menos 50% do valor do imóvel.

Já para imóveis com valores superiores a 400 mil reais, que não entram na Pró-cotista, a simulação mostra que a Caixa continua sendo o banco com melhores taxas na maioria dos casos, desde que o comprador possua as entradas exigidas para compra de imóvel usado ou esteja interessado em um imóvel novo, cujo limite de financiamento é maior (80% do valor da unidade).

Para compradores que não preenchem esses requisitos, o BB aparece como a melhor opção na maioria dos casos.

Ainda que a Caixa e o BB ofereçam os menores custos na simulação, como o levantamento considera as taxas de balcão praticadas pelos bancos (oferecidas a clientes sem relacionamento prévio com a instituição) o comprador que possui um relacionamento mais antigo com o banco e uma avaliação de crédito positiva (ou no linguajar dos bancos, um bom score), pode conseguir taxas mais vantajosas do que as apresentadas. 

Por isso, é recomendável consultar cada um dos bancos para observar qual deles oferece os melhores custos, de acordo com o seu perfil.

Construtoras oferecem alternativas

Com mais restrições nos bancos, construtoras têm passado a oferecer financiamento direto aos clientes. “Se o banco emprestava 80% do valor do imóvel e agora só empresta 70%, as construtoras têm financiado essa diferença de 10%”, afirma João da Rocha Lima, professor titular de real estate da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP)

Renato Ventura, vice-presidente executivo da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) afirma que diversas construtoras têm oferecido a alternativa.“Nós entendemos que esse é um papel do banco, já que a atividade principal das construtoras não é essa, mas elas aparecem como uma opção temporária diante da restrição do crédito”, diz Ventura.

Apesar de ser uma alternativa para o comprador que não consegue aprovar a carta de crédito nos bancos, o financiamento com a construtora pode não ter condições tão favoráveis quanto as oferecidas nos bancos. "Eles costumam ser mais caros e ter prazos menores, de quatro ou cinco anos”, afirma João da Rocha Lima.

Passo atrás

Se o imóvel pretendido for vendido por uma construtora que não oferece a possibilidade de financiamento direto e o valor que você possui for insuficiente para conseguir a aprovação do crédito, vale a pena pensar se seria o caso de buscar um imóvel menor, ou postergar a compra.

Descontos podem compensar a compra

Por outro lado, ainda que as condições de crédito estejam piores, descontos oferecidos por construtoras nos imóveis novos e por pessoas físicas nos usados podem compensar os juros maiores.

É o momento certo para fazer bons negócios. Com a demanda menor, vendedores aceitam negociar mais. Se o comprador conseguir um bom desconto, vale a pena aproveitar, mesmo com os juros mais altos, porque depois é possível fazer a portabilidade.

De acordo com a resolução 4.292 do Conselho Monetário Nacional (CMN), o tomador tem o direito de transferir o financiamento para outro banco. Assim, se você quiser aproveitar uma boa oportunidade agora, é possível migrar o financiamento futuramente para bancos que por ventura estejam oferecendo taxas menores, em linha com o mercado.

De todo modo, é importante se certificar de que o desconto no valor do imóvel realmente faz sentido ou se o preço está mais baixo apenas porque a construtora aumentou o preço de tabela, para divulgar "valores promocionais". Para isso, vale pesquisar os preços de imóveis semelhantes na mesma região.

É uma boa hora para comprar?

O freio na demanda abre espaço para boas oportunidades, principalmente em relação aos imóveis usados. Algumas pessoas estão tentando vender o imóvel com mais urgência porque estão endividadas.

As construtoras também têm oferecido descontos para reduzir o número de unidades em estoque.

Diante dessa situação, as empresas têm evitado iniciar novos empreendimentos. Um empreendedor não vai começar um projeto novo hoje e tomar todo o risco do negócio para vender o imóvel pelo valor que está na ponta de estoque.

Assim, a tendência é de que as empresas esperem o esgotamento desta safra de imóveis para só depois iniciar a construção da nova safra, que deve vir com preços mais altos.

Os dados mais recentes do Secovi-SP comprovam que os estoques estão altos. Em junho, na cidade de São Paulo, o número de unidades em estoque chegou a 27.488, um aumento de 29% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em maio, os estoques estavam ainda mais elevados e chegaram a 28.118 unidades, o maior volume da série histórica do Secovi-SP, iniciada em 2004.

São dados que revelam que o estoque está de fato elevado e o momento pode ser bom, mas as empresas já estão ajustando sua oferta à nova realidade de mercado. Isso pode sugerir que os preços dos imóveis neste momento podem ser interessantes, mas talvez essas oportunidades não se arrastem por muito tempo. 

Os estoques se encerrem até o meio do ano que vem. Depois de queimar esse estoque, vamos sair dessa situação de ‘mercado outlet’ e passaremos a uma nova realidade de preços e de tipos de imóveis, que podem vir menores para se adaptar à capacidade de compra da população.

O indicador Abrainc-Fipe, que reúne dados de 26 companhias de capital aberto e/ou com presença nacional, corrobora com a visão de que as empresas estão se ajustando. Ele mostra que o volume de vendas de imóveis comerciais e residenciais no acumulado do segundo trimestre de 2015 (25.692 unidades) é 76% maior que o volume de unidades lançadas (14.601).

O indicador mostra também que a oferta final de imóveis (que reflete o número de imóveis à venda no mercado não só em estoque, como na planta) atingiu 99 mil unidades em junho de 2015, contra 101,9 mil em junho de 2014. Considerando o indicador Venda Sobre Oferta (VSO) trimestral atual, o Abrainc-Fipe mostra que esse volume de unidades ofertadas se esgotaria em 13,2 meses.

Muitos empreendimentos foram lançados em 2011 e suas unidades estão sendo entregues agora, então existe uma oportunidade para o comprador. Mas, desde 2011, o setor já vem ajustando sua atividade, reduzindo lançamentos e o número de vendas maior que o de oferta é um sinal disso.

Ainda que no geral os especialistas indiquem que os preços estão vantajosos no momento e que isso tende a mudar com o ajuste em curso nas construtoras, é preciso tomar cuidado com generalizações. Os imóveis não são commodities, os valores podem se comportar de maneira diferente em cada lugar.

De qualquer forma, o mais provável, segundo as fontes consultadas, é que o quadro mude a partir de meados do ano que vem e os preços voltem a subir acima da inflação, revertendo a tendência apresentada nos últimos meses.

De acordo com o Índice FipeZap, que mede o valor médio dos imóveis anunciados na internet, os preços dos imóveis no Brasil tiveram alta de 1,51% de janeiro a julho, variação inferior à inflação estimada pelo IBGE para o período, de 6,79%, o que significa uma queda real – valorização inferior à inflação - de 5,28% nos sete primeiros meses do ano.

Novos modelos de financiamento

Todas essas mudanças têm suscitado um debate entre os participantes do setor sobre a necessidade de remodelar o atual sistema de financiamento imobiliário no país.

Atualmente, as principais fontes de recurso para a concessão do crédito imobiliário (os fundings, no jargão do mercado) são a poupança e o FGTS. Enquanto os recursos da poupança são usados para os financiamentos pelo SBPE, que cobrem a maioria dos financiamentos do mercado, os recursos do FGTS são usados no programa Minha Casa Minha Vida e na linha Pró-cotista.

A discussão sobre as alternativas de fundings deve ser feita o quanto antes, já que os recursos da poupança não voltarão a ser abundantes tão cedo. Alguém que perdeu o emprego e sacou 20 mil reais, vai levar um bom tempo para acumular esse valor na poupança de novo, não é questão de um ano ou dois anos, mas de cinco anos para uma década.

Por mais que taxa de juro volte a cair e torne a poupança menos desvantajosa em relação aos investimentos que acompanham a Selic, os recursos da poupança são instáveis, afinal o poupador pode resgatar seu dinheiro a qualquer momento, mas o banco ainda assim se compromete a oferecer o crédito por um período longo, de até 30 anos. 

Algumas alternativas seriam: adotar critérios mais flexíveis para utilização dos recursos do FGTS e ampliar a captação de recursos no chamado mercado livre, ou seja, por meio de investimentos que pagam rendimentos em linha com os juros básicos da economia.

Se isso ocorrer, no entanto, a tendência é que os custos dos financiamentos subam ainda mais. Enquanto hoje a maior parte dos recursos usada é proveniente da poupança, que paga 6,17% ao ano mais a TR, se os bancos tiverem de captar recursos por meio de investimentos com rendimentos em linha com os juros básicos, o empréstimo ficará mais caro na ponta final.

A criação de novos investimentos que auxiliem na captação de recursos é uma alternativa vislumbrada pelas incorporadoras. 

A Letra Imobiliária Garantida foi criada pela lei nº 13.097, sancionada no início deste ano, mas depende de regulamentação do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários. Ela é semelhante a um CDB, mas será isenta de Imposto de Renda e terá lastro (garantia) em operações de crédito imobiliário, títulos públicos, derivativos e outros.

A LIG foi inspirada nos covered bonds, títulos usados como fonte de recurso para o mercado imobiliário na Europa, que existem há mais de 200 anos no continente.

Fonte: Priscila Yazbek, Exame

domingo, 16 de agosto de 2015

Venda de imóveis novos em SP cresce 141,4% em junho


A venda de imóveis novos na cidade de São Paulo cresceu 141,4% em junho, em comparação a junho do ano passado, com a comercialização de 2.588 unidades novas.
O dado foi divulgado hoje (13) pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). Segundo o sindicato, a elevação se deu por causa da Copa do Mundo, que ocorreu no ano passado no país. Nesse período, a comercialização de imóveis caiu muito na cidade.
Na comparação com maio, quando foram vendidas 2.149 unidades novas, a alta foi de 20,4%.
Do total de unidades novas comercializadas, mais da metade (57,6% do total ou 1.491 imóveis) era de dois dormitórios, que foram vendidos pelo valor médio de R$ 356 mil.
O segmento de três dormitórios representou 20,2% das vendas, com 524 unidades vendidas, seguido pelos imóveis de um dormitório (20,1% do total ou 521 unidades) e de quatro ou mais dormitórios (2% do total ou 52 unidades comercializadas).
A cidade de São Paulo encerrou o mês de junho com 27.448 imóveis disponíveis para vendas, seja na planta, em construção ou prontos [lançados nos últimos 36 meses], o que representou uma redução de 2,4% em comparação a maio.
Desse total, 2.036 imóveis eram lançamentos, que representou uma queda de 15,3% em relação a maio e de 15,6% em relação a junho do ano passado.
"O mercado imobiliário vem se ajustando aos poucos. Abril e maio apresentaram vendas superiores ao mesmo período do ano passado. Além disso, as vendas acumuladas de janeiro a junho deste ano ficaram muito próximas da quantidade de unidades lançadas. Ou seja, no semestre foram comercializadas 9.658 unidades e lançadas 9.653 unidades. Isso confirma que o mercado está mais aderente ao consumidor do que em 2014", avaliou Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.
Mesmo com este cenário positivo na capital em junho, o Secovi acredita que a viabilização de novos projetos habitacionais na cidade será prejudicada pelo novo Plano Diretor Estratégico de São Paulo, pela perda de atratividade dos recursos da caderneta de poupança e pela “crise institucional que o país atravessa”.
"Não devemos comemorar os resultados de junho, pois a base de comparação para a cidade de São Paulo é fraca e fora da normalidade do mercado. Por isso mesmo, e apesar dos ajustes que o mercado está fazendo, as perspectivas continuam ruins para todos os segmentos econômicos”, disse Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP.
Região metropolitana
Nas demais cidades da região metropolitana foram vendidas 957 unidades novas, uma queda de 23,9% em relação ao mês anterior e de 58,4% a junho do ano passado.
Segundo o Secovi, as cidades da região metropolitana não sofreram os reflexos da realização da Copa do Mundo no país. Além disso, a redução pode ser explicada pela queda dos lançamentos em junho. 
Fonte: Elaine Patrícia Cruz


Preço do aluguel cai 1,3% nos últimos 12 meses


O preço médio dos aluguéis novos caiu 1,30% no período de 12 meses encerrado em julho, apontou o Índice FipeZap de Locação, que acompanha o preço do aluguel residencial em nove cidades brasileiras.
Esta é a segunda vez consecutiva que o índice mostrou queda nominal de preços na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
No mesmo período, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 9,56%. Na comparação mensal, a queda nominal foi de 0,67% sobre junho.
A queda dos aluguéis acompanha o recuo no preço dos imóveis neste ano e indica os efeitos do desaquecimento econômico sobre o setor imobiliário.
As cidades com maiores altas no mês foram Brasília (0,51%, ante 0,61% em junho) e Campinas (0,31%, ante 0,06% em junho). Já as maiores quedas ocorreram no Rio de Janeiro (-1,49%, ante -1,63% em junho) e São Paulo (-0,76%, ante -0,64% em junho).
No mês, a variação do IPCA foi positiva de 0,62%, ou seja, todas as cidades tiveram variação menor do que a inflação.
No acumulado do ano, a maior queda dos aluguéis se deu em Curitiba (-4.47%), seguida pelo Rio de Janeiro (-3,55%) e Santos (-0,76%). Já as maiores altas ocorreram em Salvador (7,63%) e São Bernardo do Campo (4,73%).
Em julho, o retorno médio com aluguel foi de 4,7% ao ano. Já o preço médio anunciado para locação por metro quadrado nas nove cidades pesquisadas foi de R$ 33,28/mês.
A cidade com o metro quadrado mais caro foi o Rio de Janeiro (R$ 39,61/mês), seguida por São Paulo (R$ 37,01/mês). Na outra ponta, o aluguel mais barato foi em Curitiba (R$ 16,06/mês).
A pesquisa da FipeZap considera as ofertas de aluguéis novos, ou seja, de imóveis vazios em busca de inquilinos. Os aluguéis antigos são reajustados anualmente pelo índice contratual, em geral o IGP-M.
Fonte: Paloma Rodrigues


Imóveis no Brasil perdem 5% do valor em 2015


O preço médio do metro quadrado dos imóveis no Brasil registrou queda real de 5,28% nos sete primeiros meses do ano, segundo o Índice FipeZap.
Um determinado bem apresenta queda real quando sua valorização é inferior à alta generalizada de preços, medida por índices de inflação, como o IPCA.
De janeiro a julho, os preços dos imóveis tiveram alta de 1,51%, variação inferior à inflação estimada pelo IBGE para o período, de 6,79%.
O índice mostra também que nos últimos 12 meses encerrados em julho preços subiram 4,03%, bem abaixo do IPCA esperado para o período, de 9,52%. É o sétimo mês consecutivo no qual há queda real de preços no acumulado de 12 meses. 
Pela nona vez seguida, a valorização dos imóveis também ficou abaixo da inflação registrada no mês. Enquanto o metro quadrado médio das 20 cidades incluídas no índice subiu 0,13% em julho, a expectativa é de alta de 0,58% dpara o IPCA no período.
No acumulado do ano, 17 cidades registram alta de preços menores do que a inflação. Apenas em Florianópolis os custos dos imóveis subiram acima da inflação. Já Niterói, Brasília e Curitiba tiveram queda nominal dos preços nos primeiros sete meses do ano.
O valor médio do metro quadrado dos imóveis anunciados nas 20 cidades em julho foi de 7.614 reais. Apesar de ter registrado queda nominal de preços em julho, o Rio de Janeiro continua a liderar o ranking do metro quadrado mais caro entre as 20 cidades pesquisadas pelo FipeZap, seguida por São Paulo.
Fonte: Marília Almeida, Exame

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Venda de imóveis usados sobe no mês em que a Caixa restringe crédito

A alta das vendas afetou o preço do metro quadrado, que aumentou 5,31% em média.

Os financiamentos que a Caixa Econômica Federal decidiu restringir a partir de abril não impactaram como era esperado o mercado de imóveis usados na cidade de São Paulo. As vendas cresceram 9,53% em relação a março, com 57,14% dos imóveis sendo vendidos com empréstimos concedidos pela CEF (32,14%) e por outros bancos (25%).

A pesquisa feita com 332 imobiliárias da capital pelo Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo) também mostrou que 41,67% das vendas de abril foram feitas à vista e 1,19% com financiamento direto dos proprietários dos imóveis. O bom resultado das vendas influiu nos preços, com alta de 5,31% em média no valor do metro quadrado dos imóveis negociados pelas imobiliárias consultadas.

Segundo José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP, a explicação provável é que muitas das vendas feitas com financiamento da Caixa em abril já estavam contratadas e vinham sendo processadas até que o fechamento ocorresse, com a liberação do crédito, o que se deu neste período. Ele lembra que o impacto maior do corte de financiamentos deverá começar a ser sentido nos próximos meses.

Viana Neto afirma ainda que as novas condições impostas pela Caixa “ergueram um muro entre o sonho de milhares de famílias e a sua realização, com a aquisição da casa própria”.
Em 15 de abril último, a Caixa anunciou o segundo aumento na taxa de juros dos financiamentos neste ano e a mudança no percentual do valor total do imóvel que pode ser financiado, alegando perdas milionárias no saldo das cadernetas de poupança.

Pelas novas regras, os financiamentos com recursos da poupança (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) terão uma redução do limite do valor total financiado de 80% para 50% do valor do imóvel no SFH (Sistema Financeiro de Habitação), e de 70% para 40% para imóveis no SFI (Sistema Financeiro Imobiliário), pelo SAC (Sistema de Amortização Constante).
O presidente do Creci-SP não descarta a possibilidade de ocorrerem surpresas, alternando-se aumentos e quedas de vendas, mas ressalta que a estabilidade e o crescimento do mercado ficaram agora dependentes dos bancos privados.
" É papel deles, ainda mais do que antes, ocupar o espaço deixado pela Caixa Econômica Federal, nesta que é uma grande oportunidade de fidelizarem e ampliarem a carteira de clientes com a ampliação do crédito mais importante na vida das pessoas."

Apartamentos dominam vendas

As 332 imobiliárias consultadas pelo Creci-SP venderam em abril mais apartamentos (61,9% do total) do que casas (38,1% do total). A pesquisa apurou que os donos dos imóveis concederam descontos médios sobre os preços originalmente pedidos entre 9% e 4,3%.
Os imóveis mais vendidos, com 53,57% das vendas, foram os de preço final até R$ 500 mil. Na divisão por faixa, predominaram as com preço médio de metro quadrado de até R$ 5.000, com 54,84% do total de casas e apartamentos negociados pelas imobiliárias.

Altos e baixos

O imóvel usado que ficou mais caro em abril na capital foi o apartamento de padrão médio com mais de 15 anos de construção e situado em bairros como Carandiru, Penha e Socorro. O preço médio do metro quadrado subiu 38,45%, passando de R$ 3.986,11 em março para R$ 5.518,75 em abril.
A maior baixa do preço médio foi para casas de padrão médio com mais de 15 anos de construção, situadas também em bairros como anteriores. O metro quadrado passou de R$ 3.982,61 para R$ 3.304,90 no período, uma redução de 17,02%.

Fonte: R7.com/economia

Momento é oportuno para compra de imóveis de até R$ 400 mil

O pacote de incentivo ao setor imobiliário, anunciado pelo governo no fim de maio, reabriu uma oportunidade para quem deseja financiar imóveis de até 400 mil reais, mesmo em um momento no qual o crédito ficou mais caro e escasso.
Uma das medidas anunciadas pelo governo foi a liberação de mais de 4,2 bilhões de reais para a linha de financiamento imobiliário Pró-Cotista FGTS.
Além de cobrar taxas de juros mais acessíveis do que as praticadas no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), a linha permite financiar até 90% do valor do imóvel no Banco do Brasil e até 80% na Caixa, seja ele novo ou usado, mas desde que o valor da unidade seja limitado a 400 mil reais. 
A Pró-Cotista, que é restrita a trabalhadores que têm conta vinculada ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) há mais de três anos, ficou suspensa no Banco do Brasil entre junho do ano passado até fevereiro deste ano, segundo fontes do mercado. Pouco antes da suspensão, consumidores chegaram a dar entrada para obter o crédito, mas não conseguiram concluir o processo.
Procurado, o banco confirma, em nota, que “deixou de operar (a linha de financiamento) momentaneamente em alguns meses de 2014, quando foi atingido o limite disponibilizado para a linha pelo fundo gestor”. O BB afirma que, desde o início do ano, “a linha sempre esteve aberta”, e agora, com o anúncio de recursos adicionais, “espera continuar operando (a linha)”.
Já a Caixa diz, em nota, que o programa está ativo, com operações regulares, após a liberação dos recursos do fundo para 2015. O banco não diz se a linha chegou a ser suspensa no ano passado.
Para Marcelo Prata, diretor do Canal do Crédito, site que compara financiamentos imobiliários, a medida amplia o acesso à Pró-Cotista tanto na Caixa como no Banco do Brasil, os dois grandes bancos que oferecem a linha atualmente.
"A Caixa irá focar mais na linha para compensar a falta de recursos para financiar imóveis no SFH, enquanto o Banco do Brasil também deve passar a conceder mais empréstimos na linha com o objetivo de ganhar mercado em relação â Caixa", diz Prata.
No entanto, ao mesmo tempo em que o conselho curador do FGTS ampliou o orçamento da linha, como parte do pacote imobiliário, ele baixou a régua do valor do imóvel que pode ser financiado na linha para 400 mil reais.
Antes, a Pró-Cotista admitia imóveis de até 750 mil reais em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, e de até 650 mil reais nos demais estados, os mesmos limites de enquadramento dos financiamentos pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH).
Segundo o conselho do FGTS, a maior liberação de recursos, combinada à restrição no valor dos imóveis aceitos pela Pró-Cotista, tem o objetivo de direcionar o crédito a uma das camadas da sociedade na qual o déficit habitacional é maior, a classe média. 
Principais atrativos
A linha Pró-Cotista FGTS cobra taxas de juros menores por conta de um subsídio oferecido aos cotistas do FGTS, que geralmente são trabalhadores formais, com carteira assinada e que realizam obrigatoriamente contribuições mensais ao fundo, equivalentes a 8% do valor do salário.
São enquadrados ainda trabalhadores rurais, temporários e atletas profissionais, que também fazem contribuições ao fundo. Para empregados domésticos, a contribuição ao FGTS é opcional.
Na Caixa, a taxa de juros cobrada na linha para quem não tem relacionamento com o banco, a chamada taxa balcão, é de 8,85% ao ano e, no Banco do Brasil, de 9% ao ano. Em financiamentos no SFH, a taxa balcão cobrada pelos bancos sobe para 9,45% ao ano na Caixa e 9,90% ao ano no BB.
Caso o comprador tenha relacionamento com a Caixa, por exemplo, os juros cobrados na linha Pró-Cotista podem ser menores e chegar a 7,85% ao ano. Essas taxas já eram oferecidas pelos bancos no ano passado, antes dos aumentos da taxa Selic registrados neste ano.
Além de juros mais baixos, o grande atrativo da linha é o porcentual do valor do imóvel que pode ser financiado - tanto para imóveis novos, como usados - que chega a 90% no BB e 80% na Caixa.
Recentemente, a Caixa passou a emprestar no máximo 50% do valor da unidade para aquisição de imóveis usados que estejam enquadrados no SFH. Ou seja, além do programa Minha Casa Minha Vida (que financia imóveis de até 190 mil reais) a linha Pró-Cotista é a única alternativa para quem pretende comprar imóveis usados na Caixa, mas não tem capacidade de arcar com as entradas de 50% do valor do imóvel.
O prazo máximo de financiamento oferecido na linha em ambos os bancos públicos é de até 360 meses.
Requisitos
Para ter acesso à linha de crédito Pró-Cotista FGTS, é necessário ter contribuído ao FGTS por mais de três anos, consecutivos ou não, na mesma empresa ou em empresas diferentes.
Caso se enquadre nessa exigência, a conta vinculada ao fundo deve estar ativa, ou seja, o trabalhador deve estar empregado e realizar atualmente contribuições mensais ao FGTS; ou ter conta inativa, mas com saldo equivalente a 10% do valor do imóvel, caso esteja desempregado ou não contribua atualmente para o FGTS por estar trabalhando sob outro regime de trabalho, por exemplo.
Não há restrição com relação à renda familiar dos compradores, desde que o imóvel financiado não tenha valor maior do que 400 mil reais.
Mas o comprador não pode ter outro financiamento de imóvel e nem ser proprietário de outra unidade residencial urbana, concluída ou em construção, na mesma cidade, em municípios limítrofes ou na região metropolitana da cidade onde vive. Preenchidos os requisitos, o uso do saldo do FGTS no financiamento é opcional.
Oportunidade limitada

Mesmo com recursos adicionais, a possibilidade de financiar imóveis na linha Pró-Cotista FGTS deve ter prazo limitado, de acordo com Marcelo Prata, diretor do Canal do Crédito.
Ele afirma que o aumento do desemprego no país pode elevar o saque de recursos do FGTS. “O aumento dos saques pode fazer com que os recursos do FGTS destinados ao financiamento imobiliário voltem a secar”, diz Prata.
Para quem se enquadra nas condições da linha Pró-Cotista, Prata recomenda aproveitar a oportunidade. “É o dinheiro mais barato que esse comprador consegue acessar atualmente. No entanto, os recursos são limitados”.
Como as restrições de crédito em outras linhas reduzem a demanda por casas e apartamentos, o momento pode ser favorável para a compra, pois amplia a possibilidade de negociação de descontos nos preços das unidades, diz Prata.
Por outro lado, financiar o imóvel agora não é indicado caso o comprador esteja inseguro em relação à manutenção do seu emprego nos próximos meses.
Nesse caso, quem não tem reservas financeiras para suportar o pagamento das prestações da dívida diante de um eventual desemprego, pode ser melhor adiar a compra e juntar um valor maior para dar como entrada e reduzir o débito.

 Fonte: Marília Almeida, Exame.com