quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Preços dos imóveis voltaram ao patamar de 2008

Executivo da Ourinvest, que tinha abandonado o mercado imobiliário, afirma que os preços estão atrativos e é hora de voltar

Quase cinco anos depois de ter vendido, junto com seus ex-sócios, por cerca de R$ 1 bilhão, a Brazilian Finance & Real Estate (BFRE) para o grupo Pan e para o BTG Pactual, a Ourinvest está de volta ao financiamento independente de crédito imobiliário no Brasil.
A cláusula de “não competição”, imposta aos ex-donos da BFRE, já venceu. O momento de baixa no mercado, com restrição de crédito a construtoras e queda nos preços dos imóveis, mostra que é hora de voltar ao setor, disse o executivo da companhia, Nelson Campos (foto), em entrevista ao Estado na semana passada:
Por que voltar ao ramo imobiliário?
Se tivemos uma história vencedora no passado, agora é hora de reeditar essa história. O mercado está demandando alternativas de financiamento em função de os bancos estarem mais restritivos. As empresas precisam de uma alternativa. Então, o desenvolvimento vai passar pela securitização. Além disso, esse é um bom momento (para retornar), pois os imóveis voltaram ao preço de 2008.
Mas não tem muita incorporadora em dificuldade? Não é um risco elevado?
Óbvio que tem, mas aí entra nossa expertise. Os acionistas que tinham a inteligência da BFRE estão todos aqui.
O que é uma securitização?
Se você compra um imóvel com a construtora “x” e financia em 100 meses, a construtora pode usar esse contrato do seu pagamento mensal para levantar dinheiro com investidores e, assim, adiantar o seu pagamento e desenvolver novos empreendimentos, por exemplo.
Já fizeram operações neste ano?
A reestreia foi com a Tecnisa, numa operação de R$ 90 milhões. Já temos três outras, no total de R$ 200 milhões. Para 2017, esperamos fazer R$ 800 milhões. Vemos ter demanda pelo lado do investidor e devemos lançar fundos imobiliários. Outro negócio da securitizadora será o agronegócio. Fizemos já neste ano uma operação de R$ 600 milhões com Certificado de Recebíveis Agrários (CRA) da Duratex.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Cresce procura por imóveis de quatro dormitórios em SP

Buscas por imóveis grandes, de quatro dormitórios, cresceu 11% de janeiro a setembro, comparado com 4% no mesmo período do ano passado

A retração do mercado imobiliário ocasionada pelo desemprego e perda de renda dos brasileiros não é um comportamento uniforme entre todas as classes sociais.
Um levantamento exclusivo para o Estado do portal de classificados online Zap mostra que as buscas por imóveis de quatro dormitórios na Grande São Paulo acumulam crescimento de 11% de janeiro a setembro deste ano. De 2014 para 2015, o interesse havia avançado bem menos: 4%.
“O desemprego está muito alto, mas quando você faz um corte por renda você verifica que, nas classes mais altas, a desocupação tende a ser menor. Além disso, a liberação de crédito para esse perfil de alta renda é mais fácil”, afirma Eduardo Schaeffer, CEO do Zap.
Ele ainda lembra que a Caixa Econômica Federal aumentou recentemente o valor máximo de financiamento de imóveis pelo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), de R$ 1,5 milhão para R$ 3 milhões.
Segundo ele, o movimento do banco estatal pode servir de pressão para que as instituições privadas, se houver aumento da demanda, também passem a trabalhar nessa faixa.
Os resultados do estudo ainda sugerem que agora pode ser a hora de encontrar oportunidades de barganha nesses imóveis maiores antes de uma nova pressão nos preços.
Isso acontece porque há um descompasso entre o aumento da procura e os lançamentos dessas unidades nos últimos quatro anos.
De acordo com dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), a participação dos imóveis de quatro dormitórios no total de unidades lançadas vem perdendo espaço. Em 2013, eles representaram 5% os lançamentos e, neste ano, apenas 2%.
“Com a demanda em alta e a oferta em baixa, a tendência é que esses imóveis fiquem mais caros”, afirma o estudo do Zap.
O levantamento ainda mostra que a valorização do metro quadrado nos imóveis de quatro dormitórios está desacelerando. A alta foi de 7% de 2014 para 2015 e só de 2% na comparação deste ano com 2015.
Schaeffer também destaca que, com novo Plano Diretor de São Paulo, a tendência é que diminua o potencial de construção para terrenos comprados fora dos Eixos de Estruturação Urbana. O efeito disso é que os empreendimentos maiores tendem ficar cada vez mais e caros.
O bairro paulistano de Moema é o que reúne a maior quantidade de imóveis de quatro dormitórios, seguido por Campo Belo, Morumbi, Perdizes e Higienópolis.
O estudo levou em conta dados anuais de 2013 a 2015 e uma projeção para 2016 com base nas informações de janeiro a setembro.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Lançamentos de imóveis no Brasil saltam em maio ante 2015

Os lançamentos de imóveis no Brasil saltaram 218,5 por cento em maio ante mesmo período de 2015, a 5,7 mil unidades, de acordo com o indicador Abrainc Fipe, divulgado nesta quinta-feira.

"Como é um volume pequeno, qualquer alteração pode apresentar um pico", disse o diretor da Associação Brasileira de Incorporadoras Mobiliárias (Abrainc), Luiz Fernando Moura.
No acumulado do ano, os lançamentos subiram 24,7 por cento na comparação com o período do ano passado.
Para Moura, o aumento nos lançamentos foi puxado pelo segmento econômico, uma vez que o consumidor deste tipo de empreendimento faz a decisão de compra baseada na necessidade e não na conveniência.
As vendas, no entanto, continuaram apresentando recuo. Em maio, o volume comercializado recuou 4,1 por cento ante 2015, para 8,5 mil unidades, chegando a uma redução de 14,7 por cento no acumulado dos cinco primeiros meses de 2016.
Os cancelamentos de vendas (distratos) subiram 1 por cento em maio na comparação anual, e recuaram 3,1 por cento no ano. No fim de maio, o estoque no mercado era de 114,8 mil unidades, equivalente a 14 meses de vendas.
Em abril, o estoque era de 113 mil unidades e em maio de 2015, de 108 mil unidades. Mais cedo nesta quinta-feira, o sindicato da habitação de São Paulo, Secovi-SP, informou que as vendas de imóveis novos na capital paulista caíram 50,7 por cento na comparação anual, a 1.059 unidades.
Já os lançamentos caíram 52,9 por cento em maio na comparação anual, para 1.166 unidades.
Fonte: Exame

domingo, 1 de maio de 2016

BB lança linha de crédito para financiar até 90% do imóvel

O Banco do Brasil liberou mais R$ 2,5 bilhões para uma linha de financiamento da casa própria que vai cobrir imóveis de até R$ 750 mil em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal, ou de até R$ 650 mil para os demais estados.

O imóvel pode ser novo ou usado e o financiamento pode cobrir até 90% do valor do imóvel. O prazo de financiamento é de 30 anos.

As taxas de juros são de até 9% ao ano.

Entre as condições para obter o financiamento para a linha Pró-cotista estão ter conta ativa no FGTS, tendo feito no mínimo 36 contribuições ao fundo, seguidas ou não. Quem não tiver conta ativa no FGTS deve ter um saldo total igual ou maior que 10% do valor do imóvel ou da escritura, o que for maior.

Essa linha de crédito costumava ter um volume pequeno de operações, mas ganhou destaque a partir do ano passado, quando o Conselho Curador do FGTS liberou R$ 5,7 bilhões para financiar a compra de imóveis.


Fonte: Época Negócios

quarta-feira, 9 de março de 2016

O que mudou no financiamento do imóvel na Caixa

A Caixa anunciou nesta terça-feira (8) que irá aumentar o teto para financiamento de imóveis usados de 50% para 70% para trabalhadores privados e de 60% para 80% para trabalhadores públicos. Os novos tetos passam a vigorar a partir do dia 24 de março.

O banco havia reduzido o limite para financiamento de imóveis usados há quase um ano. A partir do novo anúncio, o valor máximo para financiamento de imóveis usados foi totalmente restabelecido para trabalhadores públicos e parcialmente restabelecido para trabalhadores privados, tanto no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) como no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).

São enquadrados no SFH financiamentos de imóveis de até 750 mil reais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal, e de até 650 mil reais nos outros estados. Já o SFI engloba financiamentos de imóveis de mais de 750 mil reais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal, e de mais de 650 mil reais nos outros estados.

Até maio do ano passado, trabalhadores privados podiam financiar até 80% do valor de imóveis usados pelo SFH e 70% pelo SFI na Caixa. A partir de maio, esse teto foi reduzido para 50% do valor do imóvel no SFH e 40% no SFI. Agora, esses trabalhadores poderão financiar até 70% do valor do imóvel usado pelo SFH e até 60% pelo SFI.

Já trabalhadores públicos podiam, até maio do ano passado, financiar até 80% do valor de imóveis usados pelo SFH e até 70% pelo SFI. A partir de maio de 2015, os limites passaram a ser de até 60% no SFH e até 50% no SFI. Agora esses trabalhadores poderão voltar a financiar até 80% do valor do imóvel usado no SFH e até 70% no SFI.

As mudanças valem para financiamentos pelo Sistema de Amortização Constante (SAC), o mais utilizado no mercado e no qual as parcelas do financiamento são decrescentes ao longo do tempo. No caso de financiamentos pela Tabela Price, com parcelas fixas, os tetos para financiamento de imóveis usados se mantêm tanto no caso de trabalhadores privados como trabalhadores públicos, pelo SFH e pelo SFI.

Linha mais barata

A Caixa já havia anunciado que irá voltar a oferecer o financiamento de imóveis pela linha Pró-cotista. A linha utiliza recursos do FGTS e é mais barata do que os financiamentos enquadrados no SFH, com taxas de juros que variam de 7,85% a 8,85% ao ano para a compra de imóveis de até 750 mil reais.

Para ter acesso a Pró-Cotista FGTS, é necessário ter contribuído ao FGTS por mais de três anos, consecutivos ou não, na mesma empresa ou em empresas diferentes.

Caso o tomador do crédito se enquadre nessa exigência, a conta vinculada ao fundo deve estar ativa, ou seja, o trabalhador deve estar empregado e realizar atualmente contribuições mensais ao FGTS.

A linha só é concedida para tomadores com contas inativas - que estejam desempregados ou que não estão contribuindo ao FGTS por estar trabalhando sob outro regime de trabalho, por exemplo - caso o saldo do FGTS seja equivalente a pelo menos 10% do valor do imóvel.

Segundo imóvel

O banco também reabriu a possibilidade de financiamento de um segundo imóvel com recursos da poupança (SBPE), que havia sido suspensa no ano passado. Dessa forma, o banco dá a opção ao cliente de ter dois imóveis financiados até que consiga vender um deles, por exemplo.
O benefício não vale para a linha Pró-Cotista FGTS e nem para imóveis enquadrados no programa de habitação popular Minha Casa Minha Vida.


Fonte: Marília Almeida (Exame)