terça-feira, 19 de julho de 2016

Lançamentos de imóveis no Brasil saltam em maio ante 2015

Os lançamentos de imóveis no Brasil saltaram 218,5 por cento em maio ante mesmo período de 2015, a 5,7 mil unidades, de acordo com o indicador Abrainc Fipe, divulgado nesta quinta-feira.

"Como é um volume pequeno, qualquer alteração pode apresentar um pico", disse o diretor da Associação Brasileira de Incorporadoras Mobiliárias (Abrainc), Luiz Fernando Moura.
No acumulado do ano, os lançamentos subiram 24,7 por cento na comparação com o período do ano passado.
Para Moura, o aumento nos lançamentos foi puxado pelo segmento econômico, uma vez que o consumidor deste tipo de empreendimento faz a decisão de compra baseada na necessidade e não na conveniência.
As vendas, no entanto, continuaram apresentando recuo. Em maio, o volume comercializado recuou 4,1 por cento ante 2015, para 8,5 mil unidades, chegando a uma redução de 14,7 por cento no acumulado dos cinco primeiros meses de 2016.
Os cancelamentos de vendas (distratos) subiram 1 por cento em maio na comparação anual, e recuaram 3,1 por cento no ano. No fim de maio, o estoque no mercado era de 114,8 mil unidades, equivalente a 14 meses de vendas.
Em abril, o estoque era de 113 mil unidades e em maio de 2015, de 108 mil unidades. Mais cedo nesta quinta-feira, o sindicato da habitação de São Paulo, Secovi-SP, informou que as vendas de imóveis novos na capital paulista caíram 50,7 por cento na comparação anual, a 1.059 unidades.
Já os lançamentos caíram 52,9 por cento em maio na comparação anual, para 1.166 unidades.
Fonte: Exame

domingo, 1 de maio de 2016

BB lança linha de crédito para financiar até 90% do imóvel

O Banco do Brasil liberou mais R$ 2,5 bilhões para uma linha de financiamento da casa própria que vai cobrir imóveis de até R$ 750 mil em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal, ou de até R$ 650 mil para os demais estados.

O imóvel pode ser novo ou usado e o financiamento pode cobrir até 90% do valor do imóvel. O prazo de financiamento é de 30 anos.

As taxas de juros são de até 9% ao ano.

Entre as condições para obter o financiamento para a linha Pró-cotista estão ter conta ativa no FGTS, tendo feito no mínimo 36 contribuições ao fundo, seguidas ou não. Quem não tiver conta ativa no FGTS deve ter um saldo total igual ou maior que 10% do valor do imóvel ou da escritura, o que for maior.

Essa linha de crédito costumava ter um volume pequeno de operações, mas ganhou destaque a partir do ano passado, quando o Conselho Curador do FGTS liberou R$ 5,7 bilhões para financiar a compra de imóveis.


Fonte: Época Negócios

quarta-feira, 9 de março de 2016

O que mudou no financiamento do imóvel na Caixa

A Caixa anunciou nesta terça-feira (8) que irá aumentar o teto para financiamento de imóveis usados de 50% para 70% para trabalhadores privados e de 60% para 80% para trabalhadores públicos. Os novos tetos passam a vigorar a partir do dia 24 de março.

O banco havia reduzido o limite para financiamento de imóveis usados há quase um ano. A partir do novo anúncio, o valor máximo para financiamento de imóveis usados foi totalmente restabelecido para trabalhadores públicos e parcialmente restabelecido para trabalhadores privados, tanto no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) como no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).

São enquadrados no SFH financiamentos de imóveis de até 750 mil reais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal, e de até 650 mil reais nos outros estados. Já o SFI engloba financiamentos de imóveis de mais de 750 mil reais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal, e de mais de 650 mil reais nos outros estados.

Até maio do ano passado, trabalhadores privados podiam financiar até 80% do valor de imóveis usados pelo SFH e 70% pelo SFI na Caixa. A partir de maio, esse teto foi reduzido para 50% do valor do imóvel no SFH e 40% no SFI. Agora, esses trabalhadores poderão financiar até 70% do valor do imóvel usado pelo SFH e até 60% pelo SFI.

Já trabalhadores públicos podiam, até maio do ano passado, financiar até 80% do valor de imóveis usados pelo SFH e até 70% pelo SFI. A partir de maio de 2015, os limites passaram a ser de até 60% no SFH e até 50% no SFI. Agora esses trabalhadores poderão voltar a financiar até 80% do valor do imóvel usado no SFH e até 70% no SFI.

As mudanças valem para financiamentos pelo Sistema de Amortização Constante (SAC), o mais utilizado no mercado e no qual as parcelas do financiamento são decrescentes ao longo do tempo. No caso de financiamentos pela Tabela Price, com parcelas fixas, os tetos para financiamento de imóveis usados se mantêm tanto no caso de trabalhadores privados como trabalhadores públicos, pelo SFH e pelo SFI.

Linha mais barata

A Caixa já havia anunciado que irá voltar a oferecer o financiamento de imóveis pela linha Pró-cotista. A linha utiliza recursos do FGTS e é mais barata do que os financiamentos enquadrados no SFH, com taxas de juros que variam de 7,85% a 8,85% ao ano para a compra de imóveis de até 750 mil reais.

Para ter acesso a Pró-Cotista FGTS, é necessário ter contribuído ao FGTS por mais de três anos, consecutivos ou não, na mesma empresa ou em empresas diferentes.

Caso o tomador do crédito se enquadre nessa exigência, a conta vinculada ao fundo deve estar ativa, ou seja, o trabalhador deve estar empregado e realizar atualmente contribuições mensais ao FGTS.

A linha só é concedida para tomadores com contas inativas - que estejam desempregados ou que não estão contribuindo ao FGTS por estar trabalhando sob outro regime de trabalho, por exemplo - caso o saldo do FGTS seja equivalente a pelo menos 10% do valor do imóvel.

Segundo imóvel

O banco também reabriu a possibilidade de financiamento de um segundo imóvel com recursos da poupança (SBPE), que havia sido suspensa no ano passado. Dessa forma, o banco dá a opção ao cliente de ter dois imóveis financiados até que consiga vender um deles, por exemplo.
O benefício não vale para a linha Pró-Cotista FGTS e nem para imóveis enquadrados no programa de habitação popular Minha Casa Minha Vida.


Fonte: Marília Almeida (Exame)

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Quanto custa alugar uma casa na praia no Ano Novo de 2015


Quem pretende alugar uma casa ou apartamento na praia no Ano Novo terá de pagar diárias de 366,90 reais, em média, caso opte por um dos dez destinos mais procurados no período, de acordo com levantamento do portal de classificados Zap Temporada.

O valor se refere ao preço médio do aluguel de imóveis com dois quartos. A pesquisa foi realizada em dez cidades, localizadas no litoral dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. São elas: Guarujá (SP), Ubatuba (SP), Praia Grande (SP), Itanhaém (SP), São Sebastião (SP), Bertioga (SP); Rio de Janeiro (RJ), Cabo Frio (RJ), Arraial do Cabo (RJ) e Florianópolis (SC).

A diária mais cara é encontrada em Bertioga, onde a diária média para o período é de 550 reais. O preço mais alto se deve às ofertas anunciadas na região de Riviera de São Lourenço, bairro planejado que fica dentro de Bertioga e concentra imóveis de alto padrão.

Já a diária mais barata é registrada na Praia Grande, também no litoral paulista. Na região, o preço médio do aluguel é de 220 reais. A região concentra ofertas de baixo a médio custo, o que acaba fazendo com que o preço médio na cidade seja menor em comparação ao cobrado em outros destinos.

No destino mais pesquisado, a cidade do Rio de Janeiro, a diária do aluguel custa, em média, 349 reais. No Guarujá, o segundo destino mais buscado no Zap, a média de preço para locação é de 382,50 reais por dia. Em Ubatuba, terceiro destino mais procurado no site, o valor médio da diária é de 300 reais.

Apesar de o Rio de Janeiro ser o destino mais pesquisado, a quantidade de ofertas na cidade é maior e mais variada do que a registrada em outros destinos. Como consequência, o preço médio acaba sendo mais baixo na cidade. Se fossem levados em conta apenas imóveis para alugar nos bairros mais nobres da cidade, provavelmente o preço médio da diária seria o mais caro da lista, de acordo com o Zap.


Confira o valor do aluguel de casas e apartamentos para o Ano Novo nos destinos mais procurados no Zap Temporada:

DestinoDiárias (valor médio)
Praia GrandeR$ 220,00
Cabo FrioR$ 280,00
Arraial do CaboR$ 280,00
UbatubaR$ 300,00
ItanhaémR$ 300,00
Rio de JaneiroR$ 349,00
GuarujáR$ 382,50
São SebastiãoR$ 500,00
FlorianópolisR$ 507,50
BertiogaR$ 550,00

Fonte: Marília Almeida, Exame

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Descontos de imóveis usados crescem em SP e aumentam as vendas


Os descontos médios obtidos na compra de imóveis usados na cidade de São Paulo chegaram a até 12,69% em agosto. Esse foi o desconto verificado pela pesquisa mensal do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP) na região que agrupa bairros como Brás, Bom Retiro, Jaguaré, Vila Guilherme, Vila Matilde.

A pesquisa do Creci-SP avalia a variação nos preços de imóveis usados com base nos valores praticados nas vendas de casas e apartamentos por 317 imobiliárias. As informações são apuradas por grupos de regiões, que vão de A a E, e são divididos de acordo com o poder aquisitivo dos moradores de cada bairro.

Além do desconto de 12,69%, verificado na Zona D, outras três zonas registraram descontos maiores em agosto, na comparação com o mês de julho. Na Zona A, que inclui bairros nobres, como Alto de Pinheiros, Brooklin e Jardim Paulista, os descontos foram de 11,33%, ante 8,8% em julho.

Na Zona C, que engloba bairros como Barra Funda, Butantã, Lapa, Vila Leopoldina e Santa Cecília, o desconto foi de 10,25% em agosto, ante 9% em julho.

Na Zona E, que agrupa bairros como Brasilândia, Campo Limpo, Capão Redondo e São Miguel Paulista, o desconto médio dos imóveis usados foi de 8,57% no mês passado, um ligeiro aumento em relação ao mês anterior, quando os descontos ficaram em 8,5%, em média.

Com os descontos verificados em agosto, os preços médios do metro quadrado dos imóveis usados vendidos em agosto caíram, em média, 3,67% na comparação com julho.

Crescimento de vendas

De acordo com o Creci-SP, os descontos foram responsáveis por elevar as compras de imóveis usados na cidade. Em agosto, o volume de vendas foi 77,9% superior ao mês anterior. De janeiro a agosto, o saldo acumulado de vendas está positivo em 31,9%.

“Essa conjunção de fatores positivos fez com que negociações que estavam em 'banho-maria' fossem concluídas depois de três meses seguidos de retração nas vendas”, afirmou José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP, em nota enviada à imprensa.

Ele acrescentou que as negociações de imóveis usados costumam ser mais complexas e demoradas, o que leva os resultados de vendas a alternarem entre meses de alta e de baixa.
A maioria das compras (59,09%) foi realizada por meio de financiamento imobiliário. A segunda forma de pagamento mais recorrente foi a compra à vista (34,55% do total), seguida pelo crédito de consórcio (3,64%) e pelo pagamento em parcelas diretamente aos proprietários (2,73%).

O financiamento continua sendo a principal modalidade de compra, mesmo com as restrições nos financiamentos da Caixa. Desde maio, nas operações que usam recursos da poupança, o limite de financiamento de imóveis usados pela Caixa passou de 80% para 50% do valor do imóvel no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e de 70% para 40% para financiamentos pelo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI).

O SFH engloba financiamentos de até 750 mil reais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal, e de até 650 mil reais nos outros estados. Os demais financiamentos são feitos dentro do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).

Do total de imóveis vendidos, 58,18% foram apartamentos e 41,82% foram casas.

Aluguéis em baixa

Ao contrário do movimento verificado no mercado de vendas, o número de locações caiu 21,15% em agosto, na comparação com o mês de julho. Os valores dos aluguéis recuaram 1,97% no mês passado, em relação ao mês anterior.

Os descontos também se comportaram de maneira diferente. Enquanto os descontos nas vendas foram superiores em agosto, na comparação com julho, no caso dos aluguéis os descontos diminuíram em quatro das cinco zonas de valor pesquisadas.

Na Zona E, os descontos caíram de 14,44% em agosto para 9,2% em julho; na Zona C, passaram de 11,3% para 7,48%; na Zona A, passaram de 11,56% em julho para 9,88% em agosto; e na Zona D, os descontos caíram de 17% para 15,22% em agosto.

Os imóveis com maior volume de locação foram aqueles com valor de aluguel de até 1.200 reais, que representaram 54,19% dos novos contratos.

Em termos de região, as locações se distribuíram da seguinte forma: a Zona D concentrou 31,99% das locações; a Zona C foi responsável por 24,22% do volume total; a Zona E ficou com 20,66% dos aluguéis; a Zona B concentrou 14,28% dos novos contratos; e a Zona A ficou com 8,84% dos aluguéis.

A pesquisa também apurou quais foram as formas de garantia mais usadas nas locações: 39,13% dos novos inquilinos apresentaram um fiador como garantia do aluguel; 35,09% optaram por realizar o depósito de três meses do valor do aluguel; 15,84% utilizaram o seguro-fiança; 6,21% fizeram cheques-caução de imóveis e 2,8% optaram pela cessão fiduciária. Apenas 0,93% dos contatos foram feitos sem garantia.

Fonte: Priscila Yazbek, Exame