domingo, 16 de agosto de 2015

Venda de imóveis novos em SP cresce 141,4% em junho


A venda de imóveis novos na cidade de São Paulo cresceu 141,4% em junho, em comparação a junho do ano passado, com a comercialização de 2.588 unidades novas.
O dado foi divulgado hoje (13) pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). Segundo o sindicato, a elevação se deu por causa da Copa do Mundo, que ocorreu no ano passado no país. Nesse período, a comercialização de imóveis caiu muito na cidade.
Na comparação com maio, quando foram vendidas 2.149 unidades novas, a alta foi de 20,4%.
Do total de unidades novas comercializadas, mais da metade (57,6% do total ou 1.491 imóveis) era de dois dormitórios, que foram vendidos pelo valor médio de R$ 356 mil.
O segmento de três dormitórios representou 20,2% das vendas, com 524 unidades vendidas, seguido pelos imóveis de um dormitório (20,1% do total ou 521 unidades) e de quatro ou mais dormitórios (2% do total ou 52 unidades comercializadas).
A cidade de São Paulo encerrou o mês de junho com 27.448 imóveis disponíveis para vendas, seja na planta, em construção ou prontos [lançados nos últimos 36 meses], o que representou uma redução de 2,4% em comparação a maio.
Desse total, 2.036 imóveis eram lançamentos, que representou uma queda de 15,3% em relação a maio e de 15,6% em relação a junho do ano passado.
"O mercado imobiliário vem se ajustando aos poucos. Abril e maio apresentaram vendas superiores ao mesmo período do ano passado. Além disso, as vendas acumuladas de janeiro a junho deste ano ficaram muito próximas da quantidade de unidades lançadas. Ou seja, no semestre foram comercializadas 9.658 unidades e lançadas 9.653 unidades. Isso confirma que o mercado está mais aderente ao consumidor do que em 2014", avaliou Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.
Mesmo com este cenário positivo na capital em junho, o Secovi acredita que a viabilização de novos projetos habitacionais na cidade será prejudicada pelo novo Plano Diretor Estratégico de São Paulo, pela perda de atratividade dos recursos da caderneta de poupança e pela “crise institucional que o país atravessa”.
"Não devemos comemorar os resultados de junho, pois a base de comparação para a cidade de São Paulo é fraca e fora da normalidade do mercado. Por isso mesmo, e apesar dos ajustes que o mercado está fazendo, as perspectivas continuam ruins para todos os segmentos econômicos”, disse Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP.
Região metropolitana
Nas demais cidades da região metropolitana foram vendidas 957 unidades novas, uma queda de 23,9% em relação ao mês anterior e de 58,4% a junho do ano passado.
Segundo o Secovi, as cidades da região metropolitana não sofreram os reflexos da realização da Copa do Mundo no país. Além disso, a redução pode ser explicada pela queda dos lançamentos em junho. 
Fonte: Elaine Patrícia Cruz


Preço do aluguel cai 1,3% nos últimos 12 meses


O preço médio dos aluguéis novos caiu 1,30% no período de 12 meses encerrado em julho, apontou o Índice FipeZap de Locação, que acompanha o preço do aluguel residencial em nove cidades brasileiras.
Esta é a segunda vez consecutiva que o índice mostrou queda nominal de preços na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
No mesmo período, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 9,56%. Na comparação mensal, a queda nominal foi de 0,67% sobre junho.
A queda dos aluguéis acompanha o recuo no preço dos imóveis neste ano e indica os efeitos do desaquecimento econômico sobre o setor imobiliário.
As cidades com maiores altas no mês foram Brasília (0,51%, ante 0,61% em junho) e Campinas (0,31%, ante 0,06% em junho). Já as maiores quedas ocorreram no Rio de Janeiro (-1,49%, ante -1,63% em junho) e São Paulo (-0,76%, ante -0,64% em junho).
No mês, a variação do IPCA foi positiva de 0,62%, ou seja, todas as cidades tiveram variação menor do que a inflação.
No acumulado do ano, a maior queda dos aluguéis se deu em Curitiba (-4.47%), seguida pelo Rio de Janeiro (-3,55%) e Santos (-0,76%). Já as maiores altas ocorreram em Salvador (7,63%) e São Bernardo do Campo (4,73%).
Em julho, o retorno médio com aluguel foi de 4,7% ao ano. Já o preço médio anunciado para locação por metro quadrado nas nove cidades pesquisadas foi de R$ 33,28/mês.
A cidade com o metro quadrado mais caro foi o Rio de Janeiro (R$ 39,61/mês), seguida por São Paulo (R$ 37,01/mês). Na outra ponta, o aluguel mais barato foi em Curitiba (R$ 16,06/mês).
A pesquisa da FipeZap considera as ofertas de aluguéis novos, ou seja, de imóveis vazios em busca de inquilinos. Os aluguéis antigos são reajustados anualmente pelo índice contratual, em geral o IGP-M.
Fonte: Paloma Rodrigues


Imóveis no Brasil perdem 5% do valor em 2015


O preço médio do metro quadrado dos imóveis no Brasil registrou queda real de 5,28% nos sete primeiros meses do ano, segundo o Índice FipeZap.
Um determinado bem apresenta queda real quando sua valorização é inferior à alta generalizada de preços, medida por índices de inflação, como o IPCA.
De janeiro a julho, os preços dos imóveis tiveram alta de 1,51%, variação inferior à inflação estimada pelo IBGE para o período, de 6,79%.
O índice mostra também que nos últimos 12 meses encerrados em julho preços subiram 4,03%, bem abaixo do IPCA esperado para o período, de 9,52%. É o sétimo mês consecutivo no qual há queda real de preços no acumulado de 12 meses. 
Pela nona vez seguida, a valorização dos imóveis também ficou abaixo da inflação registrada no mês. Enquanto o metro quadrado médio das 20 cidades incluídas no índice subiu 0,13% em julho, a expectativa é de alta de 0,58% dpara o IPCA no período.
No acumulado do ano, 17 cidades registram alta de preços menores do que a inflação. Apenas em Florianópolis os custos dos imóveis subiram acima da inflação. Já Niterói, Brasília e Curitiba tiveram queda nominal dos preços nos primeiros sete meses do ano.
O valor médio do metro quadrado dos imóveis anunciados nas 20 cidades em julho foi de 7.614 reais. Apesar de ter registrado queda nominal de preços em julho, o Rio de Janeiro continua a liderar o ranking do metro quadrado mais caro entre as 20 cidades pesquisadas pelo FipeZap, seguida por São Paulo.
Fonte: Marília Almeida, Exame