terça-feira, 9 de junho de 2015

Conheça o trabalho do corretor de imóveis e suas vantagens

Para os leigos, o trabalho de comprar e vender imóveis pode até parecer uma tarefa fácil. As atividades, porém, exigem preparo e competência, sendo necessária muita atenção para garantir o sucesso de todas as etapas de uma transação imobiliária.
Nessa hora, o papel do corretor de imóveis se destaca como uma eficaz alternativa para quem pensa em comercializar casas e apartamentos, buscando ou ofertando imóveis, mas não possui a habilidade necessária.
Quem é o corretor de imóveis?
O corretor de imóveis é um profissional especializado no mercado imobiliário e legalmente habilitado para intermediar negociações de compra, venda e aluguel de imóveis. Seu trabalho é facilitar o contato entre proprietários e compradores, oferecendo serviços de assessoria durante todo o processo.
Para quem pensa em vender imóveis, o trabalho de um corretor visa facilitar o encontro com pessoas interessadas, buscando as melhores e mais lucrativas propostas. Já para quem quer comprar casas e apartamentos ou, até mesmo, alugá-los, o corretor ajuda a buscar por imóveis que se encaixem em suas necessidades e, é claro, orçamento.
Como escolher
Por lidar não apenas com o patrimônio, mas também com as expectativas de seus clientes, é que o trabalho de um corretor exige preparo e capacitação. Independente da modalidade, qualquer negociação imobiliária exige cuidados e, por isso, a escolha de um bom profissional faz toda a diferença.
Ao buscar por corretores imobiliários, certifique-se de que o profissional está devidamente inscrito no Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (CRECI) de seu estado. O órgão é o responsável por regulamentar a profissão e serve como ponto de partida para encontrar e contratar corretores de confiança.
Vantagens
Para compreender a importância do trabalho de assessoria imobiliária, é preciso conhecer quais as vantagens oferecidas por essa atividade, tais como:
Como um bom conhecedor do mercado imobiliário, o corretor está apto a avaliar imóveis e definir preços, a partir de fatores como a valorização do bem, concorrência, oferta e demanda. Sua pesquisa visa chegar à melhor relação de custo x benefício, estabelecendo valores justos (seja para quem vende, seja para quem compra).
Avaliação correta do imóvel
Como um bom conhecedor do mercado imobiliário, o corretor está apto a avaliar imóveis e definir preços, a partir de fatores como a valorização do bem, concorrência, oferta e demanda. Sua pesquisa visa chegar à melhor relação de custo x benefício, estabelecendo valores justos (seja para quem vende, seja para quem compra). Outro benefício é que a avaliação realizada pelo corretor de imóvel conta com um laudo detalhado, em que são especificadas características do imóvel, a fim de justificar e comprovar os valores cobrados (poupando o trabalho de ter que responder questionamentos infundados de possíveis compradores).
Divulgação
Cabe ao corretor a tarefa de divulgar a comercialização de seu empreendimento, de uma forma eficaz e abrangente. Para isso, é possível recorrer aos mais diversos meios e mídias, desde a utilização de faixas em frente ao imóvel, até a ofertas em portais imobiliários, em mídias sociais, jornais e televisão. Dessa forma, a atividade do corretor visa aumentar o número de propostas e diminuir o tempo de espera para concretização do negócio.
Avaliação de propostas
Especialmente na hora de vender imóveis é comum que surjam inúmeras propostas, aparentemente, irrecusáveis. O problema é que a falta de experiência e conhecimento pode privá-lo de fechar negócios realmente viáveis. Com a assessoria imobiliária, é possível avaliar propostas, de uma forma rápida e eficiente. Isso porque é o próprio corretor quem cuida das negociações, justificando preços, buscando oportunidades e, até mesmo, diferenciando propostas reais de meras especulações. Além disso, o profissional é encarregado de verificar a situação financeira do possível comprador, a fim de garantir a segurança de seu negócio.
Praticidade e tempo
Agendar visitas, entrar em contato com interessados, realizar vistorias e apresentar o imóvel são atividades que exigem tempo e disposição. Todo esse trabalho, no entanto, é realizado pelo corretor, que fica à disposição dos interessados até que todas as etapas da comercialização sejam finalizadas. Sendo assim, o proprietário do empreendimento fica livre para continuar seus afazeres diários, sem precisar se preocupar com essas questões.
Documentação
Para completar, o trabalho do corretor de imóveis estende-se à parte de legalização e documentação do imóvel. É ele quem oferece todo o suporte necessário para reunir os documentos exigidos, informando órgãos responsáveis, taxas e normas envolvendo a transação imobiliária. Além disso, o corretor ainda é pago para alertá-lo em casos de irregularidades, poupando despesas desnecessárias e muitas dores de cabeça.

Fonte: Roseane Santos

Apesar de pacote, financiamento imobiliário requer cautelas

Na última semana, o governo federal anunciou um conjunto de medidas com o objetivo dar fôlego à concessão de empréstimos para a compra da casa própria. Mas, segundo analistas, o pacote de ajuda ao setor imobiliário não deve ajudar muito quem pretende financiar um imóvel. 
A liberação de 22,5 bilhões de reais em recursos da poupança para uso no crédito imobiliário, além dos 5 bilhões de reais para trabalhadores que têm conta do FGTS há mais de três anos financiarem imóveis de até 400 mil reais, devem apenas permitir que os bancos continuem a conceder empréstimos. O rigor na concessão do financiamento e as taxas de juros elevadas devem se manter, de acordo com especialistas. 
Segundo Karina Freitas, analista chefe da corretora Concórdia, as recentes elevações das taxas de juros aumentam os custos de captação dos recursos para os bancos. "O aumento do desemprego e a piora da economia também deixam as instituições financeiras mais cautelosas por causa do aumento da inadimplência". 
Saldo negativo
Nos cinco primeiros meses do ano, o saldo da poupança ficou negativo em 32,28 bilhões. Como a caderneta é a principal fonte de financiamento imobiliário do país, a Caixa, que detém 70% do mercado de crédito para a compra da casa própria, chegou a suspender a concessão de novos empréstimos por conta da falta de recursos. 
Para Marcelo Prata, diretor do Canal do Crédito, site que compara financiamentos imobiliários, os recursos adicionais anunciados pelo governo servirão apenas para que a Caixa possa honrar os financiamentos que já estão em andamento. "O banco público deve continuar a ficar de fora das opções de financiamento buscadas pelos consumidores enquanto o saldo da poupança continuar negativo."
Já os bancos privados e o Banco do Brasil continuarão a conceder empréstimos nas condições atuais, diz o diretor do Canal do Crédito. "Ou seja, quem tiver um bom histórico de crédito irá conseguir obter o financiamento, mas com as taxas mais altas". 
O principal foco das medidas anunciadas pelo governo na última semana, aponta Prata, é auxiliar mutuários que já adquiriram imóveis na planta a obter crédito nos bancos após a entrega das chaves, assim como as construtoras, que corriam o risco de não finalizar empreendimentos por conta da escassez de financiamento para a conclusão das obras.  
Momento é de cautela
O montante de recursos adicionais anunciados pelo governo para o crédito imobiliário é equivalente ao valor dos financiamentos concedidos no primeiro trimestre desse ano, diz Prata. "Ou seja, os efeitos das medidas são limitados e devem durar apenas alguns meses, dependendo da demanda dos consumidores por crédito". 
Como as restrições nos financiamentos imobiliários reduzem a demanda pela aquisição de casas e apartamentos, o momento pode ser bom para negociar descontos nos preços das unidades, de acordo com o presidente do Canal do Crédito. "Quem conseguir obter um financiamento pode realizar bons negócios agora. O desconto no preço do imóvel pode compensar o aumento dos juros". 

Por outro lado, o momento não é favorável para o financiamento da casa própria caso o consumidor esteja inseguro em relação ao seu emprego, diz Prata. "Nesse caso, pode ser melhor adiar a contratação de uma dívida longa como o financiamento imobiliário para evitar um eventual descontrole do orçamento".
Fonte: Marília Almeida, Exame

sábado, 6 de junho de 2015

Índice FipeZAP registra nova queda no preço dos imóveis em maio

Índice FipeZAP, que acompanha o preço de venda dos imóveis em 20 cidades brasileiras, apontou um aumento de 4,91% no período de 12 meses, encerrado em maio de 2015.
Essa foi a quinta vez consecutiva em que houve variação menor do que a inflação nessa base de comparação, registrando novamente queda real de preços.
Também foi a sétima vez consecutiva em que o índice registrou queda real na base de comparação mensal, já que o aumento médio de 0,16% foi inferior à inflação esperada para maio de 0,55% (segundo o Boletim Focus, do Banco Central).
Após o quinto mês do ano, o levantamento ampliado registrou um crescimento acumulado em 2015 de 1,25%. No mesmo período a inflação esperada para o IPCA (IBGE) foi de 5,14%. Dessa maneira, o preço médio anunciado do metro quadrado para venda nas 20 cidades pesquisadas ampliou sua queda real para 3,70% em 2015.
No ano, todas as 20 cidades que compõem a pesquisa registraram variações menores do que a inflação, sendo que Niterói, Brasília e Curitiba tiveram queda nominal nesse mesmo período.

O valor anunciado do m² médio das 20 cidades em maio deste ano foi de R$ 7.599. A cidade com o m² mais caro continua sendo o Rio de Janeiro (R$ 10.642), seguida por São Paulo (R$ 8.585). Os dois municípios que apresentaram os menores preços foram Contagem (R$ 3.541) e Goiânia (R$ 4.161).
Fonte: ZAP

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Ruim para quem vende...Bom para quem compra

Artigo extraído da Revista "IstoÉ", coluna de Ricardo Amorim. O economista faz sua análise sobre o mercado e bolha imobiliária.



"Desde 2008, fala-se que o Brasil teria uma bolha imobiliária para estourar. Com as vendas de imóveis caindo 50% em algumas cidades, o ano passado foi a prova do pudim. Houvesse bolha, os preços teriam  despencado. Em Nevada, nos EUA em 2008, os preços chegaram a cair 80% em média. Não foi o que aconteceu por aqui.
 
De acordo com o Índice Fipe-Zap, o preço médio anunciado dos imóveis residenciais em 20 cidades subiu 5,34% nos últimos 12 meses. Somado a uma rentabilidade de aluguel de 4,9% e a uma tributação menor, a rentabilidade líquida de um investimento imobiliário nos últimos 12 meses foi maior do que a da maioria das aplicações financeiras.
 
Porém, o 
desempenho em diferentes localidades, nichos de mercado e empreendimentos foi bastante desigual. Cidades onde os imóveis residenciais estavam mais baratos em relação à renda de suas populações  ̶  como Fortaleza, Campinas, Vitória e Goiânia  ̶  tiveram altas de preços bem maiores do que a média nacional. Já Brasília, que chegou a ser no início de 2013 a 10a cidade mais cara do mundo, foi a única em que os preços de venda dos imóveis caíram. Hoje os imóveis em Brasília custam em relação à renda menos do que na média do país.
 
Neste ano, minha análise do mercado internacional apontou que, ao contrário do Brasil – onde os preços subiram mais do que a renda  ̶  nos demais países emergentes, eles subiram menos. Isto tornou os preços dos imóveis aqui um pouco superiores à média dos emergentes. Das 16 cidades brasileiras que analisei, 9 estão mais caras que a média dos países emergentes, lideradas por Salvador e Rio de Janeiro – as únicas brasileiras entre as 45 mais caras do mundo. As outras 7 – Brasília, Natal, Campinas, Recife, São José dos Campos, Vitória e Goiânia – têm hoje preços de imóveis, em relação à capacidade de pagamento em cada uma destas cidades, inferiores à média dos países emergentes.

Por que os preços atuais no Brasil parecem elevadíssimos? Porque os comparamos com preços quando os imóveis eram baratíssimos devido à falta de financiamento imobiliário. Só comprava imóvel quem podia pagá-lo à vista, o que limitava muito a procura e os preços. A elevação da oferta de crédito na última década foi a causa da forte alta aqui e na maioria dos países emergentes.

Já na maioria dos países desenvolvidos, os preços caíram aos níveis mais baixos da história em 2009 com o estouro de bolhas imobiliárias. Eles têm se recuperado, mas continuam bastante abaixo da média histórica e são hoje, em relação às respectivas rendas, menos da metade do que nos países emergentes. Das 562 cidades que analisei, as 26 mais baratas estão todas nos EUA, incluindo Detroit, Orlando e Las Vegas. Miami, um sonho entre os brasileiros, está mais barata que as 16 cidades brasileiras que estudei; é também mais barata que 412 outras cidades no mundo. Um imóvel por lá, custa apenas 1/3 do que custaria nos países emergentes.
 
Entretanto, os preços em cada cidade escondem grandes disparidades dentro das próprias cidades. No Brasil, com a forte queda de vendas e aumento de distratos, construtoras liquidaram a preços bastante descontados unidades em empreendimentos não completamente vendidos, o que recebeu muita atenção da mídia, criando uma falsa percepção de queda generalizada de preços.
 
É provável que boas oportunidades para os compradores, como estas, se repitam neste ano. Muitas construtoras continuam com estoques elevados. Já indo além deste ano, vários fatores devem levar os preços e as vendas a se recuperarem.
 
Há muita demanda reprimida. Só os contemplados em consórcios de imóveis com crédito já aprovado somam R$12 bilhões. Muitos querem comprar, mas esperam condições melhores.
Além disso, os custos de construção têm subido muito. No longo prazo, eles balizam os preços de novos lançamentos, e estes, os dos imóveis usados. Há ainda fatores locais. Na cidade de São Paulo, o novo Plano Diretor deve aumentar em cerca de 20% os preços de novos lançamentos por limitar o potencial construtivo dos terrenos.
 
Adicionalmente, a alta do dólar tornou-o menos atrativo como investimento. Inclusive barateou o preço em dólar dos imóveis, o que atrai investidores estrangeiros.
 
Por fim, o 
gatilho para estouro de bolhas imobiliárias – excesso de endividamento dos compradores – continua ausente. Aqui, o crédito imobiliário representa só 9% do PIB. Nos últimos 115 anos, nenhuma bolha imobiliária estourou com menos de 50% do PIB.
 
Imóveis e ações são os únicos produtos para os quais a maioria das pessoas corre para comprá-los quanto mais caros ficam. A oportunidade está em fazer o inverso: comprar antes que esta demanda volte e eleve os preços."

Por Ricardo Amorim, IstoÉ


Trecho Palestra de Ricardo Amorim - Mercado Imobiliário

Trecho de palestra do economista Ricardo Amorim sobre as oportunidades para o mercado imobiliário no Brasil.